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Abstract:
Study Guide to Súriy-i-Mulúk.
Notes:
Este texto pretende apresentar um breve estudo dos temas e destinatários da Epístola aos Reis (Súriy-i-Mulúk). Talvez possa ajudar quem não estiver muito familiarizado com o estilo de escrita do fundador da religião Bahá’í. Lembro-me que sempre senti alguma dificuldade em compreender o estilo de escrita de Bahá'u'lláh; o texto não está dividido em capítulos e os temas cruzam-se de forma natural. Entre palavras de advertência ou louvor a algum crente, podemos encontrar orações e citações das escrituras do passado. Além disso, as referências a Deus são geralmente seguidas por alguns dos Seus títulos (exemplo: "o Omnisciente", "o Omnipotente", "o Amparo no Perigo", "o que Subsiste por Si Próprio"). Entre parêntesis rectos indica-se o nº do parágrafo citado. From povodebaha.blogspot.com.
Written in Portuguese.

Temas e Destinatários da Epístola aos Reis (Súray-i-Mulúk):
Epístola revelada por Bahá'u'lláh, em Adrianópolis (1868)

by Marco Oliveira

2004-12-20
INTRODUÇÃO

A confrontação entre os Profetas que fundaram grandes religiões e os governantes são um facto registado nas Escrituras. Moisés confrontou o Faraó; Jesus enfrentou Pilatos e Herodes; Maomé enviou mensagens ao Imperador Bizantino (Heraclio), ao Xá da Pérsia (Chosroes II), ao Negus da Etiópia e aos governantes do Egipto e de Damasco.

Nas religiões Babí e Bahá'í, este aspecto manteve-se. O Báb enviou epístolas ao Xá da Pérsia e ao Sultão Otomano; além disso, enfrentou as autoridades civis e religiosas da Pérsia. Bahá'u'lláh, não só enfrentou as mesmas autoridades na Pérsia e no império Otomano, como também anunciou a Sua missão a vários reis e governantes do Seu tempo. Essa proclamação foi feita através de um conjunto de epístolas dirigidas a reis e governantes: Napoleão III, o Kaiser Guilherme I, a Rainha Vitória, o Czar da Rússia, o Imperador Francisco-José, o Papa Pio IX, o Xá da Pérsia e o Sultão Otomano.

Sabemos que Bahá'u'lláh recebeu a revelação divina quando esteve na prisão em Teerão (1852); nesse local, através de uma experiência profundamente mística descrita nas Suas próprias escrituras, teve conhecimento que Ele era o Profeta prometido pelo Báb. No entanto, a Sua condição de profeta foi revelada gradualmente; só em 1863, pouco antes de abandonar Bagdade, no jardim de Ridvan, é que alguns crentes tiveram conhecimento dessa boa-nova. Durante o exílio em Adrianópolis foram várias as epístolas reveladas a membros da comunidade Babí em que Bahá'u'lláh afirmava abertamente a Sua condição.

Além dessa revelação à pequena comunidade de seguidores do Báb, Bahá'u'lláh também anunciou o Seu aparecimento a toda a humanidade. Mais uma vez os reis e governantes contemporâneos de um Profeta são vistos como representantes dos povos do mundo e escolhidos como destinatários do anúncio divino.

O exílio em Adrianópolis é frequentemente recordado pela revelação da Epístola aos Reis (Súriy-i-Mulúk). Esta foi revelada em 1868, em língua árabe; o seu estilo majestático e a argumentação poderosa, os diferentes assuntos e destinatários fazem deste documento uma dos mais citadas obras de Bahá'u'lláh. Alguns autores consideram mesmo que esta epístola definiu um estilo que se aplicaria novamente noutras epístolas dirigidas a reis e governantes do século XIX.

Os temas e destinatários desta Epístola são o principal ponto de análise deste texto. Existem, duas características deste texto que merecem uma referência. A primeira é a “voz da Epistola”. Na maioria dos parágrafos percebemos que é Bahá'u'lláh que vocaliza as palavras reveladas. Ou seja, é o Manifestante de Deus que endereça as Suas palavras a Reis e Governantes. No entanto, existem alguns parágrafos em que parece ser o próprio Deus que fala pela boca de Bahá'u'lláh como se falasse com o Seu Manifestante. Isso é notório nos parágrafos 23 a 25, e 39 a 41. Outro aspecto a merecer a nossa atenção é o relato da forma como foi decretado o terceiro exílio e como decorreu o viagem até Adrianópolis [75-75]. Trata-se de um excerto autobiográfico. Este tipo de descrições em primeira mão de acontecimentos sucedidos com Bahá'u'lláh surgirá em abundância numa outra epístola, a Epístola ao Filho do Lobo.

AOS REIS DA TERRA: PROCLAMAÇÃO E ADVERTÊNCIA [2-14; 20-23]

Nos primeiros parágrafos da Epístola aos Reis (Súriy-i-Mulúk), Bahá'u'lláh começa por se dirigir aos "Reis da Terra", revelando-lhes a Sua posição como Mensageiro de Deus e o carácter da Sua Missão. Os "Reis da Terra" são exortados a aderir à Sua Mensagem e repreendidos pela sua indiferença perante a Sua Causa. Além disso, recorda-lhes como a mensagem do Báb mereceu a indiferença dos reis e a condenação dos sacerdotes persas.

Referindo-Se a questões de governação, o fundador da religião bahá'í aconselha os governantes a terminar com o clima de desconfiança que existe nas relações internacionais, a serem moderados na sua governação e a reduzir armamentos (devem manter apenas os necessários para protecção das suas cidades e territórios). Os gastos consequentes do clima de tensão e desconfiança, com a consequente corrida aos armamentos, provoca uma sobrecarga de impostos sobre os súbditos que é profunda injusta; e os reis devem ser símbolos de justiça!

A importância da justiça de um governante é repetidamente afirmada. Os mais desfavorecidos na sociedade devem receber uma atenção especial dos governantes. "Não coloqueis sobre nenhuma alma uma carga que não desejásseis fosse colocada sobre vós, e não desejeis para pessoa alguma o que não desejais para vós próprios. Este é o meu melhor conselho para vós..."[44] Um governante deve ter mais confiança em Deus e nos Seus Mensageiros do que nos seus poderes mundanos, exércitos e tesouros; Bahá'u'lláh adverte sobre as consequências para os governantes se estes não derem ouvidos às Suas advertências.

Ainda dirigindo-Se aos Reis, Bahá'u'lláh recorda as tribulações a que esteve sujeito, assim como a atitude dos reis perante as Suas tribulações: "Vinte anos se passaram, ó reis, durante os quais Nós, a cada dia, saboreávamos a agonia de uma nova tribulação… Embora cientes da maior parte das Nossas aflições, vós, no entanto, deixaste de deter a mão do agressor... Assim vos contamos a Nossa história e relatamos as coisas que Nos sobrevieram, para que Nos aliviásseis de Nossos sofrimentos e diminuísseis a Nossa aflição." [20,22]

AOS REIS DA CRISTANDADE [15-16]

Dirigindo-Se especificamente aos "Reis da Cristandade", Bahá'u'lláh censura-os por não terem acolhido nem se terem aproximado da Sua Mensagem e ainda persistirem nos seus "desejos corruptos". Recorda-lhe ainda que tudo o que eles são, e possuem, passará, e ele serão chamados à presença de Deus para prestar contas do seus actos. Nestes dois parágrafos, onde são citados alguns versículos dos Evangelhos, Bahá'u'lláh assume-Se claramente como sendo o retorno de Jesus Cristo. "Ó reis da cristandade! Não ouvistes as palavras de Jesus, o Espírito de Deus, «Vou embora e venho outra vez a vós»? Então porque é que quando Ele veio novamente a vós, nas nuvens do céu, fostes incapazes de vos aproximar d'Ele, de poder contemplar a Sua face e ser dos que atingiram a Sua Presença?"[15]

SULTÃO 'ADBU'L-AZIZ [58-83]

O Sultão Abdu'l-Aziz, líder do Império Otomano e chefe espiritual do Islão Sunita, é o único monarca a quem Bahá'u'lláh se dirige pessoalmente na Epístola aos Reis. Foram os seus decretos reais que ordenaram o exílio de Bahá'u'lláh em Adrianópolis e posteriormente em 'Akká.

Dirigindo-se ao Sultão 'Abdu'l-Aziz, Bahá'u'lláh começa por exortá-lo a ouvir as Suas palavras, aconselhando-o depois a conduzir pessoalmente os assuntos do povo (tratando todos os súbditos com justiça) e a não confiar em ministros "que seguem os desejos de um inclinação corrupta"[59]. "Sê generoso com os outros assim como Deus tem sido generoso contigo e não abandones o povo à mercê de ministros como esses"[59]. A exortação à justiça e generosidade do Sultão e a advertência relativamente aos ministros repetem-se em alguns parágrafos.

Bahá'u'lláh prossegue a instando o monarca otomano – e chefe espiritual do islão sunita - "a agir um modo que seja digno de tão eminente e augusta posição"[72], fazendo cumprir a lei de Deus entre os fieis e espalhando a justiça entre os seus súbditos; além disso o Sultão é aconselhado a não confiar nos seus tesouros e a não ultrapassar os limites da moderação.

Ao dirigir-se ao Sultão, Bahá'u'lláh coloca várias questões: "Ouviste, ó Rei, o quanto sofremos nas mãos dos teus ministros e de como fomos tratados por eles, ou és dos negligentes? E se de facto ouviste e soubeste, porque não proibiste os teus ministros de cometer tais actos?"[73] "Alguma vez, ó Rei, te desobedeci? Em algum momento transgredi qualquer uma das tuas leis? Pode algum dos teus ministros que te representavam no Iraque apresentar alguma prova que estabeleça a minha deslealdade a ti?"[82] Como veremos para outros destinatários da Epístola aos Reis (Súriy-i-Mulúk), Bahá'u'lláh recorre várias vezes à utilização de questões como forma de resposta às acusações que Lhe eram feitas.

Ainda nas Suas palavras ao Sultão, Bahá'u'lláh relata-lhe o peso esmagador das Suas aflições, descreve as condições do Seu exílio para Adrianópolis, e conclui dizendo que ora por ele e para que Deus o ajude. "Não te esqueças da lei de Deus em qualquer coisa que queiras realizar, agora nos dias vindouros"[83]

OS MINISTROS OTOMANOS [26-32; 34-36; 55]

Nas palavras dirigidas ao Sultão, Bahá'u'lláh deixava bem claro o que pensava sobre os ministros otomanos. Na verdade, tinham sido homens como 'Ali Pashá (o Grão Vizir) e Fu'ad Pashá (o Ministro dos Negócios Estrangeiros), as principais fontes de opressão e tirania sobre o pequeno grupo de exilados persas quando estes se encontravam em território otomano. Desta forma, não admira que ao dirigir-Se a esses mesmos ministros o tom das Suas palavras seja profundamente condenatório; ao longo do texto repete-se o apelo à justiça e a exortação aos ministros para que sigam verdadeiramente a lei de Deus, juntamente com a denuncia o seu orgulho e corrupção e profetiza-se a sua punição devido aos seus actos.

Bahá'u'lláh recorda-lhe que houve outros governantes que cometeram actos piores que eles actuais e que o seu destino foi trágico. Pessoalmente, os governantes assumem uma enorme responsabilidades ao entregarem-se a actos corruptos; terão de responder perante Deus pelos seu actos e a sua responsabilidade é ainda maior que a do cidadão comum. A sua situação é torna-se ainda mais grave pois muitos deles acabam de rejeitar a recém-nascida Causa Divina. Além disso, ao agarrarem-se aos seus próprios desejos e maquinações, e ao rejeitarem a Mensagem de Deus fizeram mal a si próprios.

E, tal como fez com o Sultão, Bahá'u'lláh questiona os ministros otomanos: "O que foi que cometemos que possa justificar o Nosso desterro? Qual a ofensa que deu motivo à Nossa expulsão?..."[30] "Terei eu transgredido em algum momento as vossas leis ou desobedecido a algum dos vossos ministros no Iraque? Já alguém lhes apresentou uma queixa contra Nós? Alguém entre eles ouviu de Nós uma palavra contrária àquilo que Deus revelou no Seu Livro?"[31]

O EMBAIXADOR FRANCÊS [17-19]

Na Epístola aos Reis existem três parágrafos dirigidos ao "ministro do rei em Paris"[17] cujo tom é tão condenatório quanto o dirigido aos ministros otomanos. Nestes parágrafos, o embaixador francês junto da Porta Sublime, Nicolas-Prosper Bourée, é denunciado por ter pactuado com o embaixador persa contra Bahá'u'lláh, sendo-lhe ainda recordado que terá de prestar contas pelos seus actos.

Nas palavras a este diplomata europeu, Bahá'u'lláh também deixa uma pergunta: "(...) não é teu dever claro investigar esta Causa, informares-te das coisas que Nos sobrevieram, julgar com equidade e segurares-te firmemente à justiça?"[17]

Bahá'u'lláh recorda que já houve embaixadores justos "que observavam o que foi prescrito nos versículos de Deus"[18] e aproveita para recordar ao diplomata francês os conselhos de Jesus Cristo registados no Evangelho de S. João; depois de enaltecer a importância da justiça, conclui aconselhando-o - e a outros do seu nível - a não fazer aos outros o que ele não gosta que lhe façam.

O EMBAIXADOR PERSA [97-99 102-107]

Uma parte significativa da Epístola aos Reis (Súriy-i-Mulúk) é dirigida a Hají Mirzá Husayn Khan, o embaixador persa em Constantinopla. Este diplomata originário da cidade de Qazvin, chefiou a Embaixada persa em Constantinopla durante mais de quinze anos (1853-1868). Foi quando ocupava esse cargo, que conseguiu influenciar o governo otomano a exilar Bahá'u'lláh primeiramente para Adrianópolis, e cinco anos mais tarde para ‘Akká. Husayn Khan foi ainda Ministro dos Negócios Estrangeiros durante algum tempo, até que caiu em desgraça. Faleceu, vitima de envenenamento, em 1881.

Ao dirigir-se ao embaixador persa em Constantinopla, nome, Bahá'u'lláh começa por lançar uma pergunta: "O que foi que cometemos que possa justificar teres-Nos difamado junto dos Ministros do Rei, teres seguido os teus desejos, perverter a verdade, e proferido as tuas calúnias contra nós?"[97]. Seguidamente, o fundador da religião bahá'í recorda que apenas se encontraram uma vez e nunca o embaixador teve conhecimento das Suas ideias e pensamentos. Bahá'u'lláh prossegue afirmando que não tem qualquer ressentimento contra o diplomata persa, e adverte-o que um dia ele será chamado à presença de Deus e questionado sobre os seus actos.

O texto refere que se o embaixador tivesse noção da enormidade dos seus actos lamentar-se-ia durante os restantes dias da sua vida. O encarceramento em Teerão e o primeiro exílio para Bagdade são recordados e os actos do Xá da Pérsia também são questionados: "Partimos de Teerão, sob ordem do Rei (Násiri'd-Dín), e com sua permissão transferimos a Nossa residência para o Iraque. Se Eu transgredi contra ele, porque Me libertou? (...) Algum dos Meus actos, após a Minha chegada ao Iraque teve uma tal natureza que pudesse subverter a autoridade do governo? Quem pode dizer ter detectado algo repreensível no Nosso comportamento?"[102]

Depois de recordar vários episódios sucedidos durante o exílio em Bagdade, Bahá'u'lláh acrescenta ao diplomata persa que lhe relata o sucedido, não para aliviar o peso das Suas aflições, mas para que ele compreenda a gravidade dos seus actos, e não repita os seus erros no futuro. As últimas palavras a este diplomata salientam novamente a importância da justiça e condenam a vaidade, o orgulho e a arrogância dos governantes.

SACERDOTES SUNITAS DE CONSTANTINOPLA [108-112]

Bahá'u'lláh denuncia a negligência espiritual, o orgulho pela posição social e a vaidade do clero sunita de Constantinopla em termos inequívocos: "Parece-Me que vos apegastes às coisas exteriores e vos esquecestes das interiores, e dizeis o que não praticais. Sois amantes de nomes e pareceis vos haverdes entregues a estes."[110]. Depois de lamentar o facto dos sacerdotes não terem procurado informar-se sobre os Seus ensinamentos, anuncia-lhes o aparecimento de uma nova Revelação Divina. Revela-lhes o significado da Sua missão e adverte-os que Deus não verá nada de aceitável nas suas condutas a menos que nasçam de novo.

SÁBIOS DE CONSTANTINOPLA E FILÓSOFOS DO MUNDO [113-116]

Aos sábios de Constantinopla e Filósofos do Mundo, Bahá'u'lláh começa por lançar uma advertência clara - "Acautelai-vos para que a erudição e a sabedoria humana não vos torne orgulhosos diante de Deus"[113] – e revela-lhes o que Ele considera a essência da verdadeira sabedoria. Prossegue recordando que há sábios que acreditam em Deus e outros que não acreditam; acrescenta que Deus não avalia os seres humanos pela sua sabedoria mas sim pela sua conduta, e questiona: "Por acaso sois maiores em sabedoria que Alguém que vos trouxe à existência, que moldou os céus e tudo o que ele contêm, a terra e tudo o que nela reside?"[114]
Depois de salientar que Deus "concede sabedoria a quem quer que escolha entre os homens, e dela priva a quem quer que deseje" [114], Bahá'u'lláh repreende os sábios por não terem procurado esclarecimento da parte d'Ele e aconselha-os a não ultrapassarem os limites impostos por Deus e a não seguirem os caminhos e hábitos dos homens

AOS HABITANTES DE CONSTANTINOPLA [37-55]

Aos habitantes da capital otomana, Bahá'u'lláh declara que nada teme excepto Deus, que não fala salvo por ordem de Deus, que considera os governadores e anciãos da cidade como crianças que brincam com o barro e que não vê pessoa alguma com maturidade suficiente para compreender as verdade que Deus lhe transmitiu.

Um dos conselhos dado por Bahá'u'lláh aos "habitantes da Cidade"[37] consiste em respeitar "os sacerdotes e sábios entre vós, aqueles cuja conduta esteja em harmonia com o que professam... Sabei vós que eles são lâmpadas guias para os habitantes dos céus e da terra."[45] A este mesmo povo, Bahá'u'lláh ordena que siga fielmente os preceitos de Deus que não se orgulhe perante Ele ou Seus amados.

Em vários parágrafos, Bahá'u'lláh recorda em termos místicos as tribulações e virtudes o Iman Husayn, assim como a sua posição espiritual aos olhos de Deus. Seguidamente profetiza que em breve Deus fará surgir um povo que recordará as suas aflições e exigirá aos Seus opressores a restituição dos Seus direitos. Por fim apela-lhes que dêem ouvidos às Suas palavras, que se arrependam e voltem para Deus

POVO DA PÉRSIA [96]

Nesta epístola existe apenas um parágrafo dirigido ao povo da Pérsia em que Bahá'u'lláh afirma que se eles O matassem, Deus faria surgir outro no Seu lugar, acrescentando que Deus aperfeiçoará a Sua Luz, apesar deles, nos seus corações a abominarem.

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NOTAS/REFERÊNCIAS
Para quem quiser compreender um pouco melhor todos os acontecimentos durante o exílio em Adrianópolis e as circunstâncias que rodearam a revelação desta epístola, recomendo:
*       Presença de Deus, de Shoghi Effendi (Capítulo 10)
*       The Revelation of Bahá'u'lláh, Vol II, de Adib Taherzadeh (capítulo 15)
*       Bahá'u'lláh, The King of Glory, de H.Balyuzi (capítulos 26, 27, 2 e 29).
*       Bahá'u'lláh's Tablets to the Rulers, by Juan R.I. Cole (http://bahai-library.com/encyclopedia/kings.html)
Guias de Estudo sobre a Epístola aos Reis (Súriy-i-Mulúk):
*       Súratu'l-Mulúk: Tablet Study Outline (http://bahai-library.com/resources/tablets-notes/surih-muluk/outline.html)
*       Súriy-i-Mulúk (http://www.education.usbnc.org/a_themes/2003_study_guides/5_Suriy_i_Muluk.pdf)
*       A Study of the Tablets of Bahá'u'lláh to the Kings (http://www.bci.org/bahaistudies/courses/kings.htm)

Sobre a relação dos Bahá'ís e Babís com a Turquia e o Império Otomano recomendo o site Turkish Bahá'í Studies. (http://www.turkish-bahai.faithweb.com/)
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